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Quinta-Feira, 05 de Julho de 2018, 14h:18 | A | A

MESSIAS ROCHA

COLUNA: Bolsonaro Surpreende novamente e demonstra ter menos coragem que Lula

Por: Messias Rocha

Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

Jair Bolsonaro, discursando para um público ideologicamente simpático as tuas ideias entreguistas e libertinas de mercado, ao falar de educação, conseguiu surpreender mais uma vez, conforme reação destacada abaixo.

“Bolsonaro falando da educação brasileira em sua intervenção na CNI é a coisa mais deprimente que eu vi relativo às eleições de 2018. É "ideologia de gênero", "Paulo Freire não funcionou", "doutrinação nas escolas", "sou contra cotas", "Somos iguais, por isso não tem que ter cota". O que leva alguém, que é minimamente instruído, apoiar um cara desse para PRESIDENTE DA REPÚBLICA em um país complexo como o Brasil?”

(Éverton de Campos Cecconi)

Contextualizando:

A CNI - Confederação Nacional da Indústria é a maior entidade representativa dos industriais do país. E por industriais entende-se os patrões, donos empresas que produzem os mais variados tipos de bens e produtos: roupas, carros, equipamentos de informáticas e quase tudo o mais. Os funcionários das indústrias que compõem a CNI não são industriais, mas sim, quase sempre, apenas proletários que vendem sua força de trabalho para o dono dos meios de produção, em troca de um salario que, no caso brasileiro, corresponde a 10% do total produzido através do seu labor. Portanto, como diz o genial ex-presidente iletrado: uma coisa é uma coisa... e os trabalhadores não têm – e nunca terão – na CNI uma organização que atua em nome dos seus interesses, mas sim o contrario. Toda vez que a classe trabalhadora de um determinado setor demanda por um direito e se organiza para conquista-lo, a CNI, ou alguma entidade ligada a ela se mobiliza e passa a percorrer o submundo da politica brasileira subornando deputados, comprando prefeitos, governadores e até presidentes para travar o andamento dos projetos que adentem àquele interesse de seus funcionários.

Assim caminha a politica lobista brasileira e, ontem, dia 4 de julho de 2018, a CNI promoveu um encontro-debate entre os principais prováveis candidatos à presidência da republica deste ano, afinal eles precisam saber bem em quem podem confiar como seu capitão-do-mato, travestidos e escondidos atrás do titulo honorífico de Presidente da Rés. Na ocasião Ciro Gomes foi vaiado ao dizer que pretende rediscutir com todos os interessados envolvidos, pertinência ou não da continuidade em vigor da reforma trabalhista promovida por Temer e o patronato.

Candidato ser vaiado ao defender trabalhador numa assembleia de patrões, como aconteceu com o Ciro Gomes, é muito normal, esperado até; ou deveríamos esperar que os patrões mandassem beijinhos para o cara que começa sua resposta dizendo: “nas minhas conversas com as centrais sindicais...”! As vaias foram quase que como ato reflexo: adequada e única possível. Cidadão brasileiro se espantar com o candidato Jair Bolsonaro defecando pela boca também faz parte da nossa (triste) historia contemporânea; são as possibilidades da democracia, este sistema politico é tão incrível que até autoriza (até) pretenso ditador ignorante se propor para conduzi-lo! Surpreender negativamente é uma capacidade que Bolsonaro aprimorou e cultiva sem nenhum pudor. Mas um sujeito que foi descrito pelo superior hierárquico no exercito – sua instituição profissional, por ocasião de avaliação de rotina, como alguém que fora constantemente repelido em razão, dentre outras, “pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos”, se referir a Paulo Freire com o deboche e desprezo com que ele refere, isto sim é assustador.

Perplexo, tanto quanto meu amigo Éverton Cecconi, queimei altos neurônios para compreender esta mente confusa que vive a nos surpreender a cada vez que temos acesso ao que se passa por seus confins, cheguei ao seguinte. Embora este senhor tenha se viabilizado candidato a Presidente do Brasil contrapondo e apoiando-se nas mazelas do PT e nos processos contra o Lula, os dois são muito semelhantes no que se refere ao apreço pelo saber acadêmico-cientifico. Com a diferença que o Lula foi muito mais corajoso ao dizer que ler só é mais chato que andar na esteira, enquanto o capitão covarde, ao invés de se aprofundar nos assuntos que poderiam qualificar o debate público, prefere detratar um dos brasileiros reconhecido mundo afora como sendo um dos maiores pensadores da historia da pedagogia. 

                                                                                          Messias Rocha de Oliveira

COMENTÁRIOS

1 Comentários

Anônimo - 08/07/2018

Nossa, que lixinho de site e de coluna hein, bem bosta mesmo uma pessoa falando o que quer, falar palavras que você acha difícil é fácil, até a Dilma faz isso.





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