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MARLI VIEIRA Quinta-feira, 29 de Março de 2018, 00:05 - A | A

29 de Março de 2018, 00h:05 - A | A

MARLI VIEIRA / MARLI VIEIRA

COLUNA: Uma Semana Santa inteira para você

Marli Vieira
Nova Mutum



Iniciamos esta semana no Domingo de Ramos, onde vemos a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc 11:1-11 = Mat 21:1-11 = Luc 19:20-40 = Jo 12:12-19), após o terceiro Anúncio de Sua Paixão e Cruz. Ali vemos as pessoas na cidade O saudarem com Hosanas e reconhecendo de que Ele vinha em nome do Senhor, de Deus nosso Pai.

Há nisso algo de comum que ainda vemos no mundo, algo que nunca deixou de existir, e Jesus viu naquele momento, em cada rosto, aquelas pessoas que Ele conhecia pelo nome, assim como nos conhece pelo nosso nome hoje, a mim e a você, via Ele os mesmos rostos e vozes que dias depois pediriam Sua morte e deixariam livre o ladrão, mesmo assim Ele por amor seguiu em frente rumo a Sua Paixão e Morte, por amor a toda a humanidade de antes, de agora, e pelos que ainda virão.

Um amor tão grande assim nos toca, nos chama ao arrependimento, nos alcança o perdão e nos abre as portas a todas as bem aventuranças aqui na terra ainda e com Ele por toda a eternidade, e se não tivermos felicidade aqui, Ele nos enche com Seu amor e nos preenche de esperanças para aguardarmos a vida eterna que é o que realmente importa.

Na Segunda Santa já vemos no ar as difíceis provações e tentações que sofrem os cristãos, e não há outro caminho a não ser o caminho da oração e da vigília em tudo e para com todos, principalmente conosco mesmo.

Na Terça Santa, ainda que Jesus encontre a covardia e o desamor, faz Seu ato de entrega e glorificação ao Pai para que hoje pudéssemos ter nosso preço pago pelo Seu Sangue e possamos ter a oportunidade de uma vida verdadeira e em espírito de paz, mesmo que às vezes nossos corações e olhos estejam turvados pela dor e o peso que este mundo e essa vida nos impõem e não possamos sentir esta paz, nem tampouco viver a vida que Ele nos oferece.

Na Quarta Santa relembramos Judas, que representa todo o mal e o pecado que nos fere, nos iludem, e nos leva para longe de Deus, e nesse momento é preciso recorrer ao arrependimento e confessar nossos pecados diante de um sacerdote ou em assembleia com os irmãos, porque somente assim venceremos o pecado, seremos livres, e poderemos viver ou visualizar o que está reservado para nós no coração de Deus.

Que esta Quinta Santa nos traga a vontade do Senhor em nossas vidas, busquemo-la no silencio e na oração tão necessários nos tempos que vivemos, é o dia de reviver a triste agonia de nosso Mestre. Sabendo de tudo o que acontecer e ainda assim se fazendo humano frente ao que iria enfrentar, não pedindo ao Pai que o poupasse de alguma dor, mas ao contrário, pedindo que o Pai nos amasse, nos perdoasse, perdoasse até mesmo ao traidor, ao difamador, ao hipócrita, ao sínico, ao mentiroso, ao com fé abalada, ao fraco, ao oprimido nesta sociedade perversa, sim, Ele chorou lágrimas de sangue e amou a cada um de nós indistintamente para que pudéssemos participar da salvação e participarmos com Ele da Vida Eterna.

Não confundamos esses dias, não caiamos nessa ilusão. E Sexta Feira Santa é a Paixão e Morte de nosso amado Jesus. Não é feriado, não é folga, não é descanso. É o dia de olharmos para dentro de nós e, contritos e arrependidos de nossos pecados nos prepararmos para uma vida nova, uma vida com Cristo e de acordo com a vontade do Pai, uma vida que se iniciará na Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Desejo a você e a sua família uma santa união com Jesus e que O sinta nas celebrações que se abrem nesta Quinta Santa e terminam no Sábado Santo, à noite, e no Domingo Santo com a Páscoa.



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