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GERAL Quinta-feira, 09 de Março de 2017, 17:09 - A | A

09 de Março de 2017, 17h:09 - A | A

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Caminhoneiros ameaçam bloquear rodovias em Mato Grosso



Menos de dois meses após bloquearem as principais rodovias federais no Estado (BRs 163, 070 e 364), os caminhoneiros ameaçam repetir o gesto. Na ocasião, eles protestaram contra os baixos preços dos fretes em Mato Grosso. Desta vez, segundo o representante do Movimento dos Transportadores de Grão (MTG), Gilson Baitaca, a revolta é com as promessas feitas pelos governos federal e estadual sobre as reivindicações e que, segundo ele, não foram cumpridas.

“Não recebemos retorno. Estivemos com o governo estadual em duas ocasiões. O vice-governador, Carlos Fávaro, se comprometeu a criar um fórum para discussão. A equipe de trabalho teria representantes do setor de transporte, produtivo, entidades representativas, Assembleia Legislativa e governo estadual. Simplesmente não houve mais resposta. Em relação ao governo federal, é a mesma situação. Protocolamos pauta com 13 itens e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ficou de responder item por item o que seria possível cumprir. Simplesmente o assunto morreu”.

Segundo Baitaca, houve redução nos preços dos fretes em algumas praças, nos últimos dias, situação considerada inaceitável pelo setor. A pressão por preços mais justos, explica, pode culminar com o novo bloqueio de rodovias. “Estamos avaliando esta possibilidade. A única forma de regular o mercado é bloquear rodovia e fazer faltar caminhão. Não há nada definido ainda, nem data. O que estamos avaliando é como será este protesto, caso ele venha a ocorrer. Se houver qualquer alteração de valor no preço dos fretes neste ‘pico’ de safra, pode ter certeza que haverá consequências”.

Em dezembro do ano passado, foi aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados o projeto (PL 528/15) que define uma política de preços mínimos para o setor de transporte de cargas. Agora, a proposta passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e, se aprovada, seguirá direto para o Senado. A última tramitação do projeto ocorreu ainda no dia 16 de dezembro, quando foi aberto prazo para emendas na Comissão de Justiça e Cidadania.

O projeto determina que, nos meses de janeiro e julho, o Ministério dos Transportes regulamente os valores mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes por eixo carregado. Até que isso ocorra, o texto prevê como mínimo R$ 0,90 por quilômetro rodado para cada eixo carregado, no caso de cargas refrigeradas ou perigosas; e de R$ 0,70, nos demais tipos de cargas. Para fretes considerados curtos (em distâncias inferiores a 800 quilômetros), esses valores são acrescidos em 15%.

Fonte:SoNoticias



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