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GERAL Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017, 05:07 - A | A

16 de Janeiro de 2017, 05h:07 - A | A

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Empresário mutuense é um dos apoiadores do partido "NOVO" em Mato Grosso



Empresários e professores universitários estão contribuindo em Mato Grosso para a formação do partido NOVO, idealizado nacionalmente pelo empresário João Dionisio Amoêdo, executivo com passagens pela presidência do Citibank e do Itaú BBA.

Com o registro devidamente autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde o dia 15 de setembro de 2015, o NOVO é um partido político alinhado aos ideais do liberalismo econômico e é fundado por pessoas sem carreira política em todo o Brasil.

Em seu programa partidário, impera a defesa de um Estado mínimo, pautado somente em educação, saúde, segurança pública e Justiça.

Pautado pela ideia de desestatização, o NOVO é contra o tempo de propaganda gratuito na televisão. Entre as propostas defendidas estão a desestatização de empresas, como a Petrobras, e o incentivo ao empreendedorismo, a redução da carga tributária e do protecionismo econômico e estimular a liberdade ao indivíduo como criador de riquezas.

O NOVO também é contra a "reserva de mercado" para produções brasileiras, como a que já garante uma cota de exibição de filmes e seriados nacionais nas emissoras de TV a cabo. Também é veementemente contra o fundo partidário, defendendo um modelo no qual o cidadão escolhe qual partido financiar.

Um dos apoiadores do NOVO em Mato Grosso é o empresário Alexandre Saíto, que diz enxergar no partido um novo modelo de política para a população brasileira.

“Existe uma demanda reprimida por menos desestatização e de ter um partido que defenda mecanismos de aperfeiçoamento da gestão pública. E quem melhor defende esses ideais é o NOVO. Esse é um projeto de longo prazo que começa a ser desenvolvido. A semente começa a ser plantada”, afirma.

A professora universitária Michelle Malaggi, moradora do município de Lucas do Rio Verde, afirma que aderiu ao NOVO após identificar que o partido surgiu para preencher um vazio na classe política por meio da defesa de um Estado pautado pela valorização das liberdades individuais e menor intromissão na economia.

“As minhas ideologias não se enquadravam em nenhum partido que já existia, eu me identifiquei com o NOVO exatamente pela defesa do livre mercado e de que o Estado não deve agir prioritariamente na economia. Essa decisão de ser construído por pessoas que não tenham ligação com a política é motivadora e me faz acreditar no partido. A minha geração de 30 anos estava carente disso”, ressalta.

O analista de sistema Anderson Iglesias é apoiador do NOVO e defensor da privatização de empresas estatais.

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso privatizou empresas e fechou o mercado, quando o correto seria estimular a abertura. Esse foi um erro em vários países da América Latina, o que levou a demonização do termo privatização. O Estado não deve patrocinar reserva de mercado. Isso só estimula a corrupção e a precariedade na prestação dos serviços”.

Outro defensor do livre mercado é o empresário de informática Edegar Belz. “O maior regulador do mercado é o consumidor. É ele que vai definir quem presta o serviço de melhor qualidade e o melhor preço. Quando o Estado interfere produz serviços piores e caros. O principal interessado na intervenção do Estado são as grandes corporações. Nós precisamos construir uma nova linha de pensamento econômico no país”.

Breve histórico

As eleições de 2016 foram as primeiras do partido NOVO, que tem como bandeiras a defesa do livre mercado e a redução do papel do Estado na vida do cidadão.

Em seu primeiro teste nas urnas, o NOVO elegeu quatro candidatos. A legenda concorreu em cinco capitais: Belo Horizonte, com 31 candidatos a vereador; no Rio de Janeiro, com um candidato a prefeito e 31 a vereador; em São Paulo, com 45 candidatos a vereador; em Curitiba, com 19 candidatos a vereador; em Porto Alegre, com 16 candidatos a vereador.

Os quatro eleitos são: Mateus Simões em Belo Horizonte; Leandro Lyra como vereador no Rio; Janaina Lima em São Paulo; e Felipe Camozzato em Porto Alegre.

Em São Paulo, a sigla obteve 140.769 votos, à frente de partidos tradicionais como o PP, PDT e PCdoB.

O NOVO exige de seus filiados, caso eleitos, que dispensem carros oficiais e cortem o número de assessores e a verba de gabinete. Também estão proibidos de tentar se reeleger mais de uma vez.

O estatuto do NOVO ainda prevê que não há cobrança de percentual do salário do mandatário. Os candidatos ainda são vinculados as suas propostas com a definição prévia do compromisso de gestão e do compromisso de Atuação Legislativa, prevendo metas a serem cumpridas.

O NOVO ainda dá suporte aos candidatos por meio da criação de um órgão de apoio e controle, que desenvolverá técnicas, métodos e padrões de atuação com o intuito de gerar maior eficiência das atividades do candidato. O estatuto do partido e o processo de filiação podem ser encontrados no site www.novo.org.br.

Fonte:GazetaDigital



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