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GERAL Terça-feira, 18 de Janeiro de 2022, 15:05 - A | A

PEDÁGIO NA BR-163

Mauro sobre a Rota do Oeste: "É uma pouca vergonha cobrar por algo e não fazer"

No fim de dezembro, Rota do Oeste anunciou devolução amigável da concessão; processo deve durar um ano

Camilla Zeni/ReporterMT

Foto: Assessoria

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O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a fazer críticas contra a concessionária Rota do Oeste, que administra trechos da BR-163 em Mato Grosso. Apesar de destacar que a concessão é de responsabilidade do governo federal, Mauro cobrou que é preciso uma solução para a cobrança de pedágio mesmo sem a duplicação da via.

À frente da BR-163 em Mato Grosso desde 2014, a Rota tinha o compromisso de duplicar um trecho de 120 km ao sul da Capital e outros cerca de 800 km ao norte. No entanto, apenas o menor trecho foi realizado. Ainda assim, a empresa continua cobrando pedágio nas praças, o que tem provocado a reação negativa de viajantes e da classe política há anos.

Mauro apontou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é o responsável por acompanhar a situação das obras, mas ressaltou que o trecho não duplicado tem causado muita dor de cabeça. Ele ainda destacou que a BR-163 é uma importante via para o escoamento da produção agrícola e, por isso, o governo estadual cobra uma solução. 

“Eu não quis ficar falando muito sobre isso porque tinha os meus problemas e estou cuidando deles no governo do Estado, mas é algo que acredito que precisa ter uma solução, porque é uma pouca vergonha você cobrar por algo, não fazer e continuar recebendo. O que cabe a mim como governador é cobrar nossa bancada, nosso ministro e tudo isso já fizemos”, criticou o governador em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (17).

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), também fez críticas à concessionária nesta segunda-feira, ressaltando que o parlamento chegou a propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso da Rota do Oeste. A reclamação é que a empresa continua a cobrar pelo pedágio sem oferecer a contrapartida da duplicação para os motoristas. Como consequência, diversas mortes são registradas nas estradas.

Devolução amigável

No mês de dezembro, depois de intervenção do Ministério de Infraestrutura, que chegou a propor um termo de ajustamento de conduta para a concessionária, a empresa decidiu fazer a devolução amigável da rodovia. 

Segundo a Rota do Oeste, as incertezas de retorno financeiro em razão da implantação da ferrovia estadual, que teve contrato assinado em setembro passado, atrapalharam as negociações.

Agora, durante o processo de devolução, a empresa garante que continuará prestando os serviços necessários para garantir a fluidez do tráfego, bem como apoio aos viajantes.

Confira abaixo uma nota divulgada pela concessionária Rota do Oeste nesta segunda-feira.

A Concessionária Rota do Oeste esclarece que protocolou, em dezembro, o pedido de devolução com base na Lei 13.448. Este foi apenas o primeiro passo de um processo que deve caminhar ao longo de 2022 com o enquadramento formal da concessionária e, posteriormente, a assinatura de um termo aditivo de transição, que irá vigorar até que o Governo Federal realize licitação para escolha de uma nova concessionária para a prestação do serviço. 

Conforme determina a lei, não deverá haver hiato na prestação dos serviços operacionais, tampouco da manutenção do pavimento, evitando assim aumento no número de acidentes e deterioração dos investimentos realizados até aqui. Cerca de R$ 2 bilhões foram investidos na rodovia desde o início da concessão. Durante o período de devolução, a Concessionária prevê investir ainda cerca de R$150 milhões anualmente.

Portanto, assumimos e cumpriremos a responsabilidade de realizar os trabalhos de manutenção, recuperação, serviços de socorro médico e mecânico até lá.



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