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SORRISO Domingo, 03 de Dezembro de 2023, 15:12 - A | A

03 de Dezembro de 2023, 15h:12 - A | A

SORRISO / INVESTIGAÇÕES

"Gosta de deixar pista onde cometeu o crime", diz delegada sobre pedreiro que matou mãe e três filhas

Amanda Divina/OlharDireto
Sorriso-MT



A delegada da Polícia Civil, Jéssica Assis, afirmou que o pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos costuma deixar pistas em lugares que cometeu crimes, com o intuito de ludibriar as investigações da polícia. Ele foi preso em flagrante por ter assassinado mãe e três filhas na cidade de Sorriso (396 km de Cuiabá). Três foram esfaqueadas e uma asfixiada.

Na segunda-feira (27), Gilberto foi preso após deixar marcas do chinelo dele na casa onde cometeu o crime. Além disso, um tufo do cabelo dele foi encontrado na mão de Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, mãe das meninas.

Além de Cleci, suas filhas Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos, Manuela Calvi Cardoso, de 13 anos e Melissa Calvi Cardoso, de 10 anos, também foram assassinadas. A menor de 10 anos foi morta asfixiada.

Três delas foram encontradas nuas e com sinais de abuso sexual. "Nos falaram que ele é um predador sexual extremamente sagaz e que não tem vergonha. Ele gosta até de deixar certas pistas nos lugares em que ele cometeu o crime. Então ludibriar a polícia também é uma diversão para ele", disse.

Gilberto também era procurado por ter tentado estuprar uma mulher na cidade de Lucas do Rio Verde, no mês de setembro deste ano. Na ocasião, ele a teria ameaçado por diversas vezes com uma faca, e só não a matou porque uma pessoa chegou na casa na hora do crime e o assustou.

​"Ao que tudo indica, trata-se de um predador sexual em série. A gente acha que é coisa somente de filme norte-americano, mas acontece aqui no Brasil e esse é um exemplo", apontou.

Transferência

O juiz Walter Tomaz da Costa, da 3ª Vara Criminal de Sinop, determinou nesta quarta-feira (29) a transferência de Gilberto Rodrigues dos Anjos do presídio “Ferrugem”, em Sinop, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Em sua decisão, o magistrado citou falta de segurança na unidade prisional do interior e encaminhou o acusado para a PCE. ​



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